Contudo, olhando pelas janelas de um apartamento quentinho e confortável em Brooklyn, sabíamos que o sol brilhava alto com todo o seu esplendor, o que nos fez vibrar de alegria.
Duas semanas antes, as temperaturas extremas negativas tinham-nos feito recear não ser possível concretizar esta visita.
De mochila às costas com umas sandochas, água e fruta, ansiosos pelo nosso primeiro dia em Manhattan, corremos para o Metro. Era ali mesmo ao virar da esquina.
Nova Iorque tem uma Rede de Metro muito bem provida para nos deslocarmos facilmente de um ponto para outro que queiramos visitar. Como a nossa estadia era de 5 dias, optamos por comprar o "MetroCard" de viagens ilimitadas para 7 dias, por 32 dólares cada um.
Escolhemos começar pela Grand Central, onde eu tinha chegado na tarde anterior.
E aqui estamos nós!
Talvez por ser de dia e a luminosidade ser completamente diferente, o impacto do interior da Estação foi um pouco menor.
É um constante rodopio de pessoas a caminhar apressadas. Não consegui estabelecer um padrão. Tantas assimetrias, tanta diversidade! As únicas semelhanças que podia constatar, eram o nunca estar parado, nunca estar silencioso, nunca estar vazio.
Patriotas de corpo e alma, nunca deixam de exibir a bandeira americana. Pode ser grande, pequena, nova, velha, mas sempre presente aonde quer que vamos. É de arrepiar este espírito tão forte e enraizado.
O famoso relógio de quatro faces junto do balcão de informação, que por ser feito de opala, possui um valor estimado em mais de 10 milhões de dólares, é um dos principais símbolos da Grand Central.
Actualmente, estima-se que cerca de 750.000 pessoas passam pela estação todos os dias. A maior parte desse número são passageiros que utilizam o comboio para ir e voltar do trabalho.
No entanto, este local também é bastante visitado pelos turistas, como nós, que com um simples passeio pela estação, conseguem conhecer um pouco mais sobre a cultura e o quotidiano dos nova-iorquinos.
Muito mais do que uma estação, com o passar dos anos, tornou-se num autêntico complexo comercial e gastronómico. Ao todo são 68 lojas, 35 restaurantes e um mercado conhecido como Grand Central Market, no qual é possível encontrar uma grande variedade de comidas típicas da região. É por isso considerado um dos mercados mais interessantes de Nova Iorque.
Qualquer coisa exposta nestes estabelecimentos é uma verdadeira obra de arte. Até o pão! Aquela broinha catita custava a módica quantia de 16 dólares.
Apesar de não estar muito propício para as fotos devido à incidência solar nas vidraças, não deixou de nos maravilhar com toda a sua gigantesca imponência.
Ainda havíamos de aqui voltar ao anoitecer! Queria voltar a ver a Grand Central como nos filmes!
Queria ver este tecto estrelado e cheio de constelações repleto de luz!


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